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FILOSOFIA

EXCELÊNCIA
A História da Medicina

“A história da medicina é a história da dialéctica entre a acção e a reflexão – e de como tomar decisões em condições de opacidade. No Mediterrâneo medieval, Maimonides, Avicena, Al-Ruhawi e os médicos siríacos como Hunain Ibn Ishaq eram simultaneamente filósofos e médicos. Os médicos no mundo semita medieval eram chamados Al-Hakim, “o sábio”, ou “praticante de sabedoria”, um sinónimo de filósofo ou de rabi. Até mesmo num período anterior existia um grupo de indivíduos helenizados que se situava precisamente a meio caminho entre a medicina e a prática da filosofia – o grande filósofo céptico Sexto Empírico era ele próprio um médico membro da escola céptica empírica. O mesmo acontecia com Menódoto da Nicomedia e o predecessor baseado na experiência da medicina baseada em provas. Os trabalhos destes pensadores, ou aquilo que deles resta actualmente, são bastante inspiradores para aqueles que como nós desconfiam dos que falam sem passar à prática.”

NNT

Filosofia

Valores, Intervenção e Iatrogenia

Em primeiro lugar não causar danos
Em primeiro lugar não causar danos

Iatrogenia significa causar um dano (habitualmente escondido a longo prazo) resultante de um tratamento, em cujos benefícios são inferiores às consequências. Exprime assim os danos provocados ao procurar ajudar.

Não tratar, quando não há necessidade de o fazer, é assim tão ou mais valioso do que tratar ou intervir.

Então porque é gratuito, ou pouco valorizado, o importante acto do diagnóstico do não tratamento?

Por outras palavras, o diagnóstico que leva à decisão do não tratamento é tão ou mais importante do que aquele leva à decisão inversa. E desse modo deve ser igualmente valorizado.

“Existe um elemento de falsidade associado ao intervencionismo (excessivo), que é acelerado numa sociedade profissionalizada. É muito mais fácil vender a ideia:

“Olhem o que fiz por vocês”, do que:

“Olhem aquilo que eu consegui evitar em vosso benefício”.

Ao vivermos num sistema de bonificações baseado em “resultados” agrava o problema, especialmente crítico, na área da saúde.” NNT*

Na nossa prática clínica a decisão de intervir não é regulada pelo factor económico porque a não intervenção, ou a pequena intervenção, são de igual modo valorizadas.

O diagnóstico da necessidade de intervenção Vs não intervenção, liberto dos interesses económicos, assenta única e exclusivamente em valores fundamentais: a ética, a moral, o respeito e a excelência.a

Ética, o Sobre-tratamento e a Medicina da Via Negativa

O bem é sobretudo a ausência do mal

Há muitas vantagens ocultas na aplicação da Medicina da Via Negativa. Por exemplo, dizer às pessoas para não fumarem parece ser o maior benefício da medicina nos últimos 60 anos. Druin Burch, em Taking the Medicine, escreve: “Os efeitos prejudiciais do tabagismo são sensivelmente equivalentes aos efeitos benéficos de todas as intervenções médicas desenvolvidas desde a guerra. (…) Eliminar o tabagismo é mais benéfico do que ser capaz de curar todos os tipos de cancro”. NNT*

A Medicina Dentária da Via Negativa não é mais do que prevenção. Aconselhar os pacientes numa dieta correcta, livre de açucares e de hidratos de carbono, assim como uma vida livre de tabaco, é muito mais benéfico do que qualquer intervenção médico-dentária.

Na mesma medida, a realização de um tratamento minor adequado, correcto e rigoroso – como o tratamento de uma simples cárie dentária (restauração ou reconstrução) – previne a realização de um tratamento major, como a extracção de um dente e a realização de uma cirurgia para colocação de um implante. Inversamente, uma reconstrução dentária mal executada (iatrogenia, ou dano escondido a longo prazo) levará inevitavelmente à falência do próprio tratamento e do dente.

Centramos assim a nossa actividade clínica na Medicina Dentária da Via Negativa, na prevenção e no tratamento interventivo minor de máxima qualidade e excelência.

O sobre-tratamento não tem lugar na nossa consulta.

O bem é sobretudo a ausência do mal

Há muitas vantagens ocultas na aplicação da Medicina da Via Negativa. Por exemplo, dizer às pessoas para não fumarem parece ser o maior benefício da medicina nos últimos 60 anos. Druin Burch, em Taking the Medicine, escreve: “Os efeitos prejudiciais do tabagismo são sensivelmente equivalentes aos efeitos benéficos de todas as intervenções médicas desenvolvidas desde a guerra. (…) Eliminar o tabagismo é mais benéfico do que ser capaz de curar todos os tipos de cancro”. NNT*

A Medicina Dentária da Via Negativa não é mais do que prevenção. Aconselhar os pacientes numa dieta correcta, livre de açucares e de hidratos de carbono, assim como uma vida livre de tabaco, é muito mais benéfico do que qualquer intervenção médico-dentária.

Na mesma medida, a realização de um tratamento minor adequado, correcto e rigoroso – como o tratamento de uma simples cárie dentária (restauração ou reconstrução) – previne a realização de um tratamento major, como a extracção de um dente e a realização de uma cirurgia para colocação de um implante. Inversamente, uma reconstrução dentária mal executada (iatrogenia, ou dano escondido a longo prazo) levará inevitavelmente à falência do próprio tratamento e do dente.

Centramos assim a nossa actividade clínica na Medicina Dentária da Via Negativa, na prevenção e no tratamento interventivo minor de máxima qualidade e excelência.

O sobre-tratamento não tem lugar na nossa consulta.

O bem é sobretudo a ausência do mal

O Simples, o Complexo e a Heurística

Sistemas complexos não necessitam de soluções complicadas

Complicar, conduz invariavelmente à multiplicação em cadeia de efeitos imprevistos e a consequências inesperadas, seguidas por desculpas sobre o aspecto “inesperado” das consequências, e por uma nova intervenção para corrigir os efeitos secundários, o que resulta na ramificação explosiva de uma série de reacções “inesperadas”, cada uma pior que a anterior. NNT*

Talvez já tenha passado por uma experiência semelhante à que acabámos de descrever.

O problema é que é difícil de compreender (e de explicar) que um procedimento simples é na grande maioria dos casos muito melhor em todos os aspectos do que um procedimento complicado. Em parte porque vai contra a mentalidade instituída na sociedade de que sofisticação, modernidade e ou “tecnologicamente avançado” significam que um procedimento com estas características é muito complicado. O que não corresponde de todo à realidade.

Apesar de toda a tecnologia digital que é usada actualmente na Medicina Dentária, e amplamente publicitada, os materiais, as metodologias e as filosofias de trabalho pouco variaram nos últimos 100 anos. Usamos cerâmica (porcelana) nas coroas e facetas, tal como Charles Land usava em 1903. Usamos compósito (plástico) no tratamento de cáries (reconstruções), que substituiu a amálgama (chumbo preto) há 40 anos. Usamos titânio nos implantes desde 1965. A zirconia substituiu o metal nos últimos 20 anos. E pouco mais aconteceu de verdadeiramente disruptivo na medicina dentária do século XXI, apesar de se querer vender a ideia contrária.

Além dos materiais, também as técnicas pouco variaram no ultimo século. Os melhores trabalhos estéticos em cerâmica (facetas e coroas) são ainda feitos manualmente por um técnico de prótese dentária, sem qualquer recurso à tecnologia, apenas com a ajuda de um pincel. Na clínica, a grande mudança no paradigma do rigor e da qualidade de trabalho ocorreu com a introdução do uso da ampliação (lupas e microscópio), cuja descoberta remonta a 708 a.C. Apesar de toda a maquinaria com aspecto tecnológico sofisticado, os procedimentos clínicos são ainda – e continuarão a ser – trabalhos manuais executados por um médico dentista, com recurso a materiais relativamente antigos e testados pelo tempo. O que é um bom sinal.

A tecnologia veio no entanto ajudar na evolução positiva do aspecto visual, da estética e do conforto de uma clínica dentária, que hoje já não é um local austero e arrepiante.

Veio também ajudar – com a tecnologia CAD-CAM – no design, engenharia e produção de próteses (coroas, pontes, etc.) mais precisas e a um custo mais baixo, pois elimina parcialmente da equação o factor humano, no tempo, no custo e no erro.

Por último, a tecnologia veio também ajudar o clínico no planeamento de tratamentos complexos, podendo hoje com a ajuda de software específico realizar toda a preparação de um caso que há 10 anos atrás seria impensável.

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